domingo, 1 de dezembro de 2013

Crônicas de Arendeth: Prólogo

"O mundo de Rär é defendido pelos quatro guardiões dos Deuses: Encarnações dos elementos mais importantes para a vida na forma de quatro dragões: Azmir, o guardião do ar, o grande dragão branco, Yousell, guardião da terra, O grande dragão verde,  Plithar, guardiã da água, a temida dragão-fêmea azul e por fim Fendrill, o guardião do ciclo de vida e morte, o dragão negro! Além do equilíbrio do mundo de Rär, os Deuses são responsáveis pela defesa do grande poço sagrado da terra, localizado nas regiões áridas do extremo Sul. Segundo as lendas, este poço contém uma conexão entre a ligação dos dois mundos: o dos homens e o dos Deuses, e ali a magia flui de uma forma pura e direta. Porém, esta magia não é somente boa, e a pessoa que detivesse este poder colocaria todo o mundo em perigo.


Arendeth: A região onde localiza-se o grande castelo da cavalaria paladina da Ordem da Rosa Norte: Um gigante erguido ao meio das verdes pradarias do norte. Suas bandeiras tremulam com a rosa vermelha com uma auréola por cima, o símbolo de sua ordem. Sempre bem defendido é um local a ser temido por todos os que não possuem a luz divina em seu coração. Arendeth, porém, é mais conhecida pela zombaria das pessoas:  Primeiro por seu suserano ser o Rei Baptiste II, um homem com apenas 87 centímetros de altura. Isso aliado aos cabelos louros e um olhar de um verde que conquistaria qualquer donzela naquele corpo minúsculo o tornam um rei com a cabeça extremamente grande. Não fosse este fato pitoresco, Baptiste II ainda é acusado por alguns de ter assumido seu posto de suserano após assassinar seu pai, o então digno e correto rei Baptiste. 


Apesar de todas as indicações maliciosas, Baptiste II é um pouco irritado, é verdade, porém é um rei justo, que não mede esforços (apesar de todas as suas limitações físicas) para a defesa de seu povo e para onde quer que o mal esteja á espreita. Ele é pai de Lohanna, a clériga de sua ordem, que foi gerada a custo da vida de sua mãe, que infelizmente não suportou o parto devido a uma enfermidade. Cogita-se assassinato, pois nem mesmo a luz divina foi capaz de fazer algo por sua esposa. Porém, são apenas especulações. Nunca comprovou-se nada e a história vive em esquecimento como uma chaga. As vezes retorna para doer no coração e após adormecer novamente. 

Nos portões do castelo, um belo dia um Orc, chamado apenas de "Orco" teve permissão de estabelecer sua loja de armas junto á parte de fora do castelo. E depois dele vieram mais orcs, pessoas, elfos e todos os tipos de mercadores, sendo que esta aglomeração de comerciantes acabou gerando uma cidade ao sopé do castelo com o passar dos tempos. Ela é a famosa Cidade dos Mercadores. Orco hoje apenas é lembrado em uma estátua no exato lugar onde um dia montou sua barraca! Um imponente orc de pedra de lua forjando uma espada em sua bigorna!"

E assim, inicia-se esta cruzada, que será contada através das páginas do diário de Niquë, (O branco, assim batizado pelos elfos) um patrulheiro errante que sobrevive pelo mundo. Apenas mais uma sombra entre tantas neste mundo! Mal sabia, o errante que seu caminho estaria prestes a encontrar um sentido e que mais do que nunca, as luzes de Fendrill deveriam olhar sobre si...

Notas do autor: Arendeth é uma campanha criada por mim, no qual mestrei em alguns sistemas virtuais de Role Play de mesa! É composta por dez capítulos com toda a sua trama desenredada neste correr. Só que, fazer isso com jogadores é mais fácil do que tentar contar esta história como irei. Apenas sei o que acontecerá com Niquë, porém, não tenho a menor idéia de que proporção o enredo tomará e como irei contar isso através de um diário. Estou muito ansioso para ver o que sairá, e espero de coração que apreciem, e mais ainda que dê tudo certo! 
"Que seja a luz de Fendrill, e não sua escuridão que brilhe em nossos corações...!"

Arte: kerembeyit

3 comentários:

  1. Realmente será uma empreitada interessante e com toda certeza proveitosa transformar uma campanha em narrativa.

    Eu particularmente admito minha fraqueza em não conseguir hehehe.
    Já tentei transpor minhas campanhas em narrativa, mas no fim, eu acabo entediado por estar escrevendo algo que já imaginei e como o grande Odin diria, existem os afazeres de Midgard hahaha

    O cenário por si só, parece ser bem divertido e beber de diversas referências populares.
    Boa sorte caro druida.

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  2. Hahaha, sim, nossos "afazeres de Midgard"realmente dão trabalho muitas vezes.

    Mas gostei muito do que mostrastes, nobre druida, e desejo-te grande sucesso nesta nobre empreitada!

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  3. Muito obrigado meus amigos. Espero que seja tão empolgante para vocês o lerem como é para mim o redigir.
    Abraços

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