quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O canto da despedida dos inquisidores*

Como primeira postagem, o cântico que é entoado no adeus aos inquisidores do equilíbrio da estrela do Sul, em sua despedida carnal para retornarem á natureza em sua forma mais pura, ou seja, de alma!


"O vento então parou....
E abrindo seu peito, um Urutau solitário para a lua cantou...!
Todos os teus filhos já sabem, sim, os filhos com certeza...
Que embora surja esta tristeza, este é teu desejo, minha mãe natureza!


O vento então parou...
Para ver partir mais um que por ti, sempre lutou!
Para ver partir nosso herdeiro...
Muito além de irmão, um guerreiro!
Que embora surja esta tristeza, este é teu desejo, minha mãe natureza!

O vento então parou...
Juntou-se aos irmãos lobos, ursos e tantos outros!
Para verem esta alma, de um dos poucos,
Que por ti jurou amor, e assim continuou!
Que embora surja esta tristeza, este é teu desejo, minha mãe natureza!

O vento então parou...
Pra te ver levar esta alma guardiã...
Que te teve por vida, mãe e irmã...
Enquanto seu carvalho resplandeceu, farfalhando na brisa de cada manhã!
Que embora surja esta tristeza, este é teu desejo, minha mãe natureza!



O vento então continua...
Por entender este ciclo da vida...
Pra nascer mais um druida,
Outro deve dar adeus...
Voltar ao pó, mesmo dos seus...
Na cruz em que canta o Urutau!
Renasce então, mais um imortal!
Neste teu ciclo, irmã terra, irmão vento e irmã lua, filhos da mesma mãe natureza!"


Autor: Druida Quentaro.


*Postado pela primeira vez em contribuição ao bravo Odin em seus salões de Valhalla.

Nenhum comentário:

Postar um comentário