sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Prólogos de Personagem: Necromante

Arte: Gryphart 



Em meados de 1879, O grande Barão Vladslav senhor dos Feudos Bretões vê sua esposa dar á luz a seu herdeiro único, detentor das armas da família, Samael Vladslav. O Barão Vladslav era um homem sério, culto, admirava nas pessoas a inteligência e a honestidade. Sempre muito bom,  empregava a todos que batiam a sua porta pedindo por emprego ou até mesmo fugindo das guerras bárbaras e vikings que assolavam a bretanha neste perídio de pré-anarquista feudal. Vladslav também detinha muito do respeito das tropas bretãs pois dava o incentivo aos soldados, como carne de seus rebanhos e os uniformes forjados pelas pessoas a quem dava abrigo. Vladslav era detentor das técnicas de batalha de seu Tataravô Victorius, onde a fortificação da mente e do espirito era desenvolvida de forma única. Técnicas estas passadas de geração a geração entre os Vladslav.
Samael viveu entre a luxúria e o respeito, aprendendo as técnicas da família,  a amar o próximo e a tratar as mulheres como deusas, independentes de raça, cor e crédulo. Apesar de toda a bondade de Vladslav, Foi Margarett, sua mãe, a quem lhe serviu a inspiração. Vladslav como todo o o Feiticeiro, ensinou tudo a seu filho durante seu crescimento: As técnicas da família,  Política, anarquismo, história, tácticas de guerra! Porém, o que realmente começou a encantar Samael foram os livros sobre ilusionismo...


O ano é 1883. O período pré-anárquico feudal teria fim com a derrota do império bretão pelos Vikings. O povo bretão se fazia desesperado sem terras sem comida. Vladslav estava sucumbindo junto com toda a Bretanha antiga. Pobres e desabrigados invadiam suas terras, matavam seus rebanhos, o caos era desordenado. Não demorou muito até que o exército Viking descobrisse que ali, no castelo existia um dos detentores das técnicas antigas. O castelo foi invadido e chegou o momento de Samael seguir sua sina. Sua família foi brutalmente assassinada e ele, para servir de exemplo como seriam tratados os feiticeiros á partir daquele momento, foi aprisionado em uma gaiola aos pés do castelo, para que definha-se de fome e sede até o último fio de sua vida.

E assim, permaneceu ali, onde todos o viam, mas ninguém ousava ajudá-lo. Via passarem as pessoas que sua família alimentou e vestiu, hoje cuspindo em sua expressão que se tornava horrenda com o passar dos dias. Alimentou assim sua fúria contra os ingratos, e assim julgou todos daquela região e muitos outros também. Ao terceiro dia, já sem força, magro, e com a carne cortada de sol e correntes, desistiu da vida e implorou pela morte. Orou por algum Deus que o desse a piedade, porém, a sombra que lhe ouvira não era enviada da Luz, como esperava!

A criatura lhe propôs um pacto, onde Samael seria libertado e teria sua vingança. Mas para isso deveria comprometer-se com as artes negras e assim levantar o exército do próprio senhor da escuridão. O desespero de Samael era tanto que ele corrompeu-se e esqueceu toda a bondade que um dia tivera em sua alma. A criatura marcou-lhe o rosto com uma mácula, para que este soubesse sempre sua missão, e este passou a definhar e ficar com sua expressão pestilenta de uma forma quase instantânea em seu corpo.

Acordou-se assim, sem saber quanto tempo depois. O sol vermelho já beijava o topo das colinas e a lua em foice agora já se mostrava ao céu! Notou que tudo em sua volta estava destruído. Havia fogo á distância e o cheiro da morte lhe enchia o nariz. Não sabia o que fazer! Foi quando viu um livro velho ao chão, e uma dor aguda como uma adaga atravessou-lhe o peito: "-Lembre-se..." ouviu um sussurro. E assim, correu...

1995: Samael vive definhando nas masmorras do antigo castelo de sua família. Sua pele cada vez mais magra e esbranquiçada, apresenta uma expressão que o causava náuseas se assim o olhasse no espelho. E isso só ajudou a aumentar seu ódio. Treinava, incansavelmente as técnicas ocultas do livro. Desde aprisionar alguma alma ou levantar algum corpo cadavérico para seu prazer. O tempo estava passando e ele estava aprendendo. De tempos em tempos a sombra retornava, geralmente fitava-o nos olhos mas nada dizia. Como chegava, sumia.

Período Atual: Samael enfim, sente-se poderoso. Possui espiões pelos povoados, de corvos a sombras na noite. Consegue perfeitamente levantar guerreiros e sente que este é o momento. O mundo o espera e é hora de cumprir a sua parte do acordo. Depois de tanto tempo, poucos lembravam-se de Samael Vladslav... Mas este, lembrava-se de todos!



3 comentários:

  1. Muito bom! É apenas impressão ou ainda ouviremos falar de Samael?

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  2. Obrigado, amigos!
    E grande Odin, tomara que ouçamos falarem de Samael! O mal mais perigoso é o mal esquecido!
    Hahahaha!

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